No dia 2 de maio de 2026 me apresentei numa sala do estúdio Red Star para aproximadamente vinte pessoas. Entre amigas, amigos, novos e antigos ultrafãs pude comemorar não só meu aniversário de 31 anos mas também os primeiros 10 anos da Ultraluna. Esse show foi gravado pela minha amiga e conterrânea taboanense Laura Brasil, e estou lançando esse registro num disco chamado “Dez anos, ao vivo” aqui no site, Bandcamp, YouTube e Soundcloud dia 15/06.
Subi a versão ao vivo de “Just Another Song” lá no Soundcloud para vocês ouvirem hoje. É uma das primeiras canções que escrevi ainda adolescente, e eu adoro esse arranjo novo.
Fiz questão de reunir canções de toda a minha discografia, desde meu primeiro EP até o último single. Me diverti muito rearranjando algumas dessas músicas, reescrevendo algumas das letras e encaixando no quebra-cabeça que era essa setlist. Foi uma noite muito bonita, registrada nesse belíssimo texto do André da Rocha, “como o show de 10 anos do ultraluna me impactou”, e agora neste disco ao vivo.

Ultraluna
Dez Anos, ao vivo
Cobra
Cordeiro
Cavalos Nos Meus Sonhos
Tatá
Home is
Beato
My Pyromaniac Heart Will Burn Me Through The Dark
Just Another Song
Teoria das Células
Como Uma Raposa Nos Faróis/Qlqrcoisa
Trembling of the Bones
Céu Sangra Vermelho
Ode
Kaiju
Gravado ao vivo no Bomber Pub, São Paulo/SP no dia 2 de Maio de 2026.
Captado, mixado e masterizado por Laura Brasil.
Todas as canções escritas e interpretadas por Vinicius Mendes, exceto “Qlqrcoisa”, escrita por Lucas Orilhana.
Foto da capa por Vinicius Nunes.
Arte por Vinicius Mendes.
Agora eu quero explicar porque eu insisti tanto nesse marco esses últimos meses. Prometo que é a última vez.
Não acho que exagero quando digo que a Ultraluna é o projeto da minha vida. É através dela que me expresso, aprendo, e divido o que mais amo fazer. Não só ter quem me escute, mas fazer parte da vida de alguém com algo que fiz é de um privilégio que não consigo mensurar.
Ao mesmo tempo entendo que se eu não contar essa história, ninguém contaria por mim. Não gosto da parte burocrática da música, não faço o networking e já queimei algumas das pontes que poderia estar andando sobre hoje. Então resta a mim e somente a mim comemorar.
E eu comemoro porque ouvindo musica conheci o mundo e fazendo música conheci a mim mesmo. Porque a música me deu amigas e amigos com quem conto até hoje, e me tirou de um limbo que parecia interminável. Porque amo a comunidade que criamos ao redor desse projeto e a forma que ele viaja lentamente de forma que, mesmo saindo do streaming, sinto que hoje sou mais ouvido do que nunca.
Sei que algumas amigas e amigos também estão fazendo 10 anos, de alguma coisa, este ano. Em 2016 estávamos no ápice do famigerado Rock Triste, estava todo mundo naquele grupo do telegram. Não deixem de celebrar também, vamos transformar tudo em rock and roll.
Um abraço,
Vinicius Mendes
Ultraluna
